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MINHA FILHA

Eu não vou pagar fiança se você se estrepar
não vou sustentar criança se tu engravidar
já te carreguei no colo agora vai trabalhar
toma vergonha na cara antes do tempo acabar

Já te falei muitas vezes
cê é nova pra namorar
quer ficar presa com ele
no teu quarto pra transar
Sabe que eu não gosto disso
pois também já fui assim
Com hormônios a flor da pele
e só pensando em mim.

Vai tirar a louça da mesa
e põe na pia pra lavar
Vai fazer o dever de casa
pra tu não repetir
Me preocupo com você minha filha
quando cê crescer
O que tu vai fazer da vida
pra eu poder te ver sorrir?

Agora você chora
mas meu bem isso tudo vai passar
Sua vida ainda demora
E tu ainda tem muito pra escutar

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Não é uma história de amor entre a borboleta e a flor.

Desabafa em voz a flor, pensando estar sozinha: - Me abro para uma de cada vez. Me entrego até o fim, Toda a doçura se vai de mim. Não me importo com a beleza em si, contanto que me cheirem, que me toquem... É o suficiente para me fazer sorrir. Ouvindo isso a borboleta se aproxima roubando néctar e fala: - Bela! Mas que bela! Não concordo com o discurso, mas o mesmo não me interessa. Eu quero todas pra mim, ao mesmo tempo é ainda melhor, (gargalhou) sou uma peça! Eu sou assim. Eu coleciono cheiros, cores, sabores. Prefiro amar sem fim, muitos foram os meus amores. A minha vida é só prazer e sim, polinizo... sem querer, é a natureza do meu ser. E nesse momento, a flor ofendida não chora, porém derrama uma gota de orvalho no chão vermelho cor de amora. A borboleta, atônita, se retira a favor do vento para então não se cansar. Também dessa conquista sempre se lembrará, mas em respeito a flor não comemora.

O que me conduz.

O que me conduz não é água, o que me conduz não é fogo. Me conduz o seu sorriso e a gargalhada boa. Me conduz a sua luz quando perdido na escuridão. Abro os braços sem temer e me envolvo em serena paz. Não me importa a insegurança, o medo é pouco perto do abismo, onde a água cai e de longe, numa caichoeira bela a paisagem se encerra. Me conduz o meu espírito entre o bom e o mau caminho. Dentre inúmeros acasos, perdido e sozinho me encontro em teu ninho.

Vou e deixo fluir.

   Devanear é uma dádiva, divina poesia da imaginação. Criação maior de todos nós, no íntimo mais fundo, abismo da alma indescritível, indecifrável e irreconhecível, muitas vezes por nós mesmos. Nem saberíamos que fazem parte de nós se não estivessem em nossas mentes tonteadas de sentimentos e sensações, coerentes, confusas, sublimes ou terríficas.     Não preciso dizer quem, o que, quando, ou onde. A vontade de gritar pro mundo é mundana. Eu quero gritar, mas que se grite com o pensamento. Aquele que mesmo assim me ouvir será muito mais digno de saber o que se passa nesse tornado interno, de coração grande, corpo frágil, alma rebelde e mente confusa. A vontade de gritar é mundana. Então que se mude de vontade, ou que se entenda melhor a mesma.     Quem disse que quero coisas desse mundo? Desse mundo eu já comi, bebi, cherei, senti, senti muito, de diversas formas, boas, ruins, profundas e rasas. Vou pensar alto, no último volume, pra ecoar no universo, a...