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Cleptomaníacos de sentimentos.

    Tenho andado meio ladrão nos últimos tempos. Cleptomaníaco de sentimentos. Tenho roubado amor, solidariedade e paciência. Se não roubar entro logo em abstinência.Roubar da riqueza de todas as coisas simples, nisso que meu roubo se implica. É um roubo que não é egoísta, não restringe, ao contrário, multiplica.
    "Eu podia estar matando" ,mas só roubo da fonte certa. E para enganar a larica braba, me serve as pampas um copo d'água. Não quero bancar de esperto, de bacana, ou de poeta. Quero apenas ensinar o que sei pra quem precisa andar em linha reta.
    Robin Hood estava certo, que a lenda se faça viva. Tirar dos ricos para dar aos pobres é uma boa alternativa. E a estima do amor sublime pra melhora coletiva se dará através dos roubos, dos novos loucos e do futuro de suas iniciativas.

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O que me conduz.

O que me conduz não é água, o que me conduz não é fogo. Me conduz o seu sorriso e a gargalhada boa. Me conduz a sua luz quando perdido na escuridão. Abro os braços sem temer e me envolvo em serena paz. Não me importa a insegurança, o medo é pouco perto do abismo, onde a água cai e de longe, numa caichoeira bela a paisagem se encerra. Me conduz o meu espírito entre o bom e o mau caminho. Dentre inúmeros acasos, perdido e sozinho me encontro em teu ninho.

Encarnado

Uma alma entre ossos a vagar, correr e gritar não são opções contra seus grilhões. Os rios, os ventos, libertos pela força da natureza lhe invejam a decadência da carne, sua pobreza. E nos instantes mais íntimos de sofreguidão tamanha estende-se misteriosa mão coberta de luz e lhe apanha.

Vou e deixo fluir.

   Devanear é uma dádiva, divina poesia da imaginação. Criação maior de todos nós, no íntimo mais fundo, abismo da alma indescritível, indecifrável e irreconhecível, muitas vezes por nós mesmos. Nem saberíamos que fazem parte de nós se não estivessem em nossas mentes tonteadas de sentimentos e sensações, coerentes, confusas, sublimes ou terríficas.     Não preciso dizer quem, o que, quando, ou onde. A vontade de gritar pro mundo é mundana. Eu quero gritar, mas que se grite com o pensamento. Aquele que mesmo assim me ouvir será muito mais digno de saber o que se passa nesse tornado interno, de coração grande, corpo frágil, alma rebelde e mente confusa. A vontade de gritar é mundana. Então que se mude de vontade, ou que se entenda melhor a mesma.     Quem disse que quero coisas desse mundo? Desse mundo eu já comi, bebi, cherei, senti, senti muito, de diversas formas, boas, ruins, profundas e rasas. Vou pensar alto, no último volume, pra ecoar no universo, a...