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Obrigado.

   Eu resolvi escrever pra você, meio sem saber por onde começar, ou exatamente o que dizer, mas não me excluí da sorte de tentar. Você é um ponto brilhante pra mim. Nesse mundo escuro, no universo escuro, é a estrela pra onde eu olho e sempre vejo brilhar. Você me guia sem nem saber, você nem se dá conta de que funciona pra mim como um farol na costa e eu perdido no mar me encontro pelos teus sinais.
   Você é forte sem deixar de ser sensível e isso é um dos pontos que mais admiro. As palavras "novas" que você emprega e me faz correr ao dicionário para finalmente incorporá-las no meu vocabulário já saturado, numa mente saturada, que, bem raramente, consegue usufruir de tudo que tem a seu dispor. E você me torna mais vivo, mais acessível a mim mesmo, me abre os olhos, os ouvidos e o coração. Me enche de alegria, me torna pensativo sobre assuntos nunca explorados nos meus pensamentos. Me faz indagar a mim mesmo, me obrigando a mergulhar mais fundo em mim, me obrigando a me tornar melhor.
   Por isso tudo e por muito mais, que talvez eu tenha vergonha de dizer, eu te agradeço. E de alguma forma, eu sei, que eu te amo, de verdade, em vários níveis, como amiga, como irmã, como lutadora, como sonhadora, como escritora, como atriz, como o ser criativo e maravilhoso que você é, eu te amo e não acho exagero dizer. Obrigado novamente.

Comentários

Amanda Videira disse…
Lindo! Obrigada voce

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O que me conduz.

O que me conduz não é água, o que me conduz não é fogo. Me conduz o seu sorriso e a gargalhada boa. Me conduz a sua luz quando perdido na escuridão. Abro os braços sem temer e me envolvo em serena paz. Não me importa a insegurança, o medo é pouco perto do abismo, onde a água cai e de longe, numa caichoeira bela a paisagem se encerra. Me conduz o meu espírito entre o bom e o mau caminho. Dentre inúmeros acasos, perdido e sozinho me encontro em teu ninho.

Encarnado

Uma alma entre ossos a vagar, correr e gritar não são opções contra seus grilhões. Os rios, os ventos, libertos pela força da natureza lhe invejam a decadência da carne, sua pobreza. E nos instantes mais íntimos de sofreguidão tamanha estende-se misteriosa mão coberta de luz e lhe apanha.

Vou e deixo fluir.

   Devanear é uma dádiva, divina poesia da imaginação. Criação maior de todos nós, no íntimo mais fundo, abismo da alma indescritível, indecifrável e irreconhecível, muitas vezes por nós mesmos. Nem saberíamos que fazem parte de nós se não estivessem em nossas mentes tonteadas de sentimentos e sensações, coerentes, confusas, sublimes ou terríficas.     Não preciso dizer quem, o que, quando, ou onde. A vontade de gritar pro mundo é mundana. Eu quero gritar, mas que se grite com o pensamento. Aquele que mesmo assim me ouvir será muito mais digno de saber o que se passa nesse tornado interno, de coração grande, corpo frágil, alma rebelde e mente confusa. A vontade de gritar é mundana. Então que se mude de vontade, ou que se entenda melhor a mesma.     Quem disse que quero coisas desse mundo? Desse mundo eu já comi, bebi, cherei, senti, senti muito, de diversas formas, boas, ruins, profundas e rasas. Vou pensar alto, no último volume, pra ecoar no universo, a...