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Obrigado.

   Eu resolvi escrever pra você, meio sem saber por onde começar, ou exatamente o que dizer, mas não me excluí da sorte de tentar. Você é um ponto brilhante pra mim. Nesse mundo escuro, no universo escuro, é a estrela pra onde eu olho e sempre vejo brilhar. Você me guia sem nem saber, você nem se dá conta de que funciona pra mim como um farol na costa e eu perdido no mar me encontro pelos teus sinais.
   Você é forte sem deixar de ser sensível e isso é um dos pontos que mais admiro. As palavras "novas" que você emprega e me faz correr ao dicionário para finalmente incorporá-las no meu vocabulário já saturado, numa mente saturada, que, bem raramente, consegue usufruir de tudo que tem a seu dispor. E você me torna mais vivo, mais acessível a mim mesmo, me abre os olhos, os ouvidos e o coração. Me enche de alegria, me torna pensativo sobre assuntos nunca explorados nos meus pensamentos. Me faz indagar a mim mesmo, me obrigando a mergulhar mais fundo em mim, me obrigando a me tornar melhor.
   Por isso tudo e por muito mais, que talvez eu tenha vergonha de dizer, eu te agradeço. E de alguma forma, eu sei, que eu te amo, de verdade, em vários níveis, como amiga, como irmã, como lutadora, como sonhadora, como escritora, como atriz, como o ser criativo e maravilhoso que você é, eu te amo e não acho exagero dizer. Obrigado novamente.

Comentários

Amanda Videira disse…
Lindo! Obrigada voce

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Não é uma história de amor entre a borboleta e a flor.

Desabafa em voz a flor, pensando estar sozinha: - Me abro para uma de cada vez. Me entrego até o fim, Toda a doçura se vai de mim. Não me importo com a beleza em si, contanto que me cheirem, que me toquem... É o suficiente para me fazer sorrir. Ouvindo isso a borboleta se aproxima roubando néctar e fala: - Bela! Mas que bela! Não concordo com o discurso, mas o mesmo não me interessa. Eu quero todas pra mim, ao mesmo tempo é ainda melhor, (gargalhou) sou uma peça! Eu sou assim. Eu coleciono cheiros, cores, sabores. Prefiro amar sem fim, muitos foram os meus amores. A minha vida é só prazer e sim, polinizo... sem querer, é a natureza do meu ser. E nesse momento, a flor ofendida não chora, porém derrama uma gota de orvalho no chão vermelho cor de amora. A borboleta, atônita, se retira a favor do vento para então não se cansar. Também dessa conquista sempre se lembrará, mas em respeito a flor não comemora.

Tudo calma, tudo acalma, tudo é calma.

   Campo verde limpo, grama, o sol tocando a pele de leve e a brisa pra contrapor o calor.    Sorvete de creme, morango, suco de laranja, pra movimentar dançar tango.    Um som familiar, tambor, cuíca, violão e o surdo comanda o samba.    Sorriso grande, sem vergonha, piada de tudo. Da vida a gente ri pra não morrer de desgosto.    Esperança sem ficar esperando, andando, sem parar, pra frente e sempre forte almejando pra alcançar a calma, o amor.

Mulheres.

   Eu vim aqui para falar das mulheres, fêmeas efêmeras, de passos passageiros e marcantes na carne, no sangue, no corpo e na alma. Mulheres que acalmam, que precedem a paz do paraíso nos milésimos que antecedem o gozo, a dança, o balé na cama, o adágio antes da pirueta.    Eu vim aqui falar de coxas que se abrem para receber amor e dar a vida ao mundo cão. Das peles macias,   dos cheiros doces, que lembram flores, que lembram frutas, que fazem salivar. Fazem da dor um grande prazer, da aspereza das paredes que roçam na carne nua às súbitas trocas de corações decadentes por outros mais ardentes.   Às atrozes, às algozes, às belas, às inteligentes, às mentes, os dentes, às fortes, aos seus pés, sempre.