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Inabalável.

Na calada, diz-se tudo
inabalável balada,
inebriante fala moldada
no silêncio,
no sussurro,
no ouvido
encostado por lábios.

Na meia luz
a mão conduz,
deixa-se conduzir,
a induzir,
a cada movimento
prever
as tendências
vívidas,
em vicissitudes
de prazer.

Inabalável,
levantando o véu,
seco e molhado
ao mesmo tempo,
revelador e afável.
Apetitando
sensualidades
antes nunca imaginadas.
As mãos seguem,
se servem
e são seguidas pelos demais...
pelos.

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