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As cores do dia.

O dia nasceu amarelo, de luz, 
adentrando as minhas retinas
 me permitindo ver.
Se escureceu conforme o amarelo
 das cascas das bananas se mesclavam com, o preto normal,
 de uma fruta madura.
Se achou no marrom profundo do café,
que mesmo emaranhado, no branco leite desnatado,
 se fechava em tons mate.
O céu azul radiante, 
contemplava
o verde das maritacas cantando
aos montes, ainda pela manhã.
No vermelhecer da tarde
por entre as nuvens o Sol, 
imponente gerador providencial
da vida terrestre,
ensaia sua partida,
se despede em rasgos
 alaranjados e rosados pelo horizonte
e com a vindoura noite,
um azul marinho
abraça como uma redoma 
a visão periférica que define
o que nos rodeia. 
As cores,
elas se fundem com a alma sem nem ao menos termos consciência,
mas pelo que as leis naturais nos permitem,
já é de grande valia
termos preservadas, todas elas
em essência.

Comentários

MlM disse…
Para mim, não há mais bonita verdade ,descrita com.naturalidade a sua versão com.muito amor e gratidão a está linda visão. MLM
Unknown disse…
Para mim, não há mais bonita verdade ,descrita com naturalidade.A sua versão com muito amor e gratidão por está linda visão. Parabéns 👏👏.

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Não é uma história de amor entre a borboleta e a flor.

Desabafa em voz a flor, pensando estar sozinha: - Me abro para uma de cada vez. Me entrego até o fim, Toda a doçura se vai de mim. Não me importo com a beleza em si, contanto que me cheirem, que me toquem... É o suficiente para me fazer sorrir. Ouvindo isso a borboleta se aproxima roubando néctar e fala: - Bela! Mas que bela! Não concordo com o discurso, mas o mesmo não me interessa. Eu quero todas pra mim, ao mesmo tempo é ainda melhor, (gargalhou) sou uma peça! Eu sou assim. Eu coleciono cheiros, cores, sabores. Prefiro amar sem fim, muitos foram os meus amores. A minha vida é só prazer e sim, polinizo... sem querer, é a natureza do meu ser. E nesse momento, a flor ofendida não chora, porém derrama uma gota de orvalho no chão vermelho cor de amora. A borboleta, atônita, se retira a favor do vento para então não se cansar. Também dessa conquista sempre se lembrará, mas em respeito a flor não comemora.

Tudo calma, tudo acalma, tudo é calma.

   Campo verde limpo, grama, o sol tocando a pele de leve e a brisa pra contrapor o calor.    Sorvete de creme, morango, suco de laranja, pra movimentar dançar tango.    Um som familiar, tambor, cuíca, violão e o surdo comanda o samba.    Sorriso grande, sem vergonha, piada de tudo. Da vida a gente ri pra não morrer de desgosto.    Esperança sem ficar esperando, andando, sem parar, pra frente e sempre forte almejando pra alcançar a calma, o amor.

Mulheres.

   Eu vim aqui para falar das mulheres, fêmeas efêmeras, de passos passageiros e marcantes na carne, no sangue, no corpo e na alma. Mulheres que acalmam, que precedem a paz do paraíso nos milésimos que antecedem o gozo, a dança, o balé na cama, o adágio antes da pirueta.    Eu vim aqui falar de coxas que se abrem para receber amor e dar a vida ao mundo cão. Das peles macias,   dos cheiros doces, que lembram flores, que lembram frutas, que fazem salivar. Fazem da dor um grande prazer, da aspereza das paredes que roçam na carne nua às súbitas trocas de corações decadentes por outros mais ardentes.   Às atrozes, às algozes, às belas, às inteligentes, às mentes, os dentes, às fortes, aos seus pés, sempre.