Desabafa em voz a flor, pensando estar sozinha:
- Me abro para uma de cada vez.
Me entrego até o fim,
Toda a doçura se vai de mim.
Não me importo com a beleza em si,
contanto que me cheirem, que me toquem...
É o suficiente para me fazer sorrir.
Ouvindo isso a borboleta se aproxima roubando néctar e fala:
- Bela! Mas que bela!
Não concordo com o discurso,
mas o mesmo não me interessa.
Eu quero todas pra mim,
ao mesmo tempo é ainda melhor, (gargalhou) sou uma peça!
Eu sou assim.
Eu coleciono cheiros, cores, sabores.
Prefiro amar sem fim,
muitos foram os meus amores.
A minha vida é só prazer
e sim, polinizo... sem querer,
é a natureza do meu ser.
E nesse momento, a flor ofendida não chora,
porém derrama uma gota de orvalho
no chão vermelho cor de amora.
A borboleta, atônita, se retira a favor do vento
para então não se cansar.
Também dessa conquista sempre se lembrará,
mas em respeito a flor não comemora.
- Me abro para uma de cada vez.
Me entrego até o fim,
Toda a doçura se vai de mim.
Não me importo com a beleza em si,
contanto que me cheirem, que me toquem...
É o suficiente para me fazer sorrir.
Ouvindo isso a borboleta se aproxima roubando néctar e fala:
- Bela! Mas que bela!
Não concordo com o discurso,
mas o mesmo não me interessa.
Eu quero todas pra mim,
ao mesmo tempo é ainda melhor, (gargalhou) sou uma peça!
Eu sou assim.
Eu coleciono cheiros, cores, sabores.
Prefiro amar sem fim,
muitos foram os meus amores.
A minha vida é só prazer
e sim, polinizo... sem querer,
é a natureza do meu ser.
E nesse momento, a flor ofendida não chora,
porém derrama uma gota de orvalho
no chão vermelho cor de amora.
A borboleta, atônita, se retira a favor do vento
para então não se cansar.
Também dessa conquista sempre se lembrará,
mas em respeito a flor não comemora.
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