Pular para o conteúdo principal

Platonicidade.

   Eu adoro o sorriso dela. A espontaneidade, sem luz, sem maquiagem, sem "câmeras...ação!", pura verdade, zero ilusão. É disso que eu gosto. Mulheres verdadeiras, mulheres de verdade. Tem que ter alma, tem que ter "samba" até no rock'n roll. Eu gosto de ginga, de bamba, do Rio, ou de "Sampa".
   As rimas não são propositais, são apenas os ases do baralho. Pra que soe um pouco mais bonito e que se não tocar a alma, que toque aos ouvidos.
   A platonicidade vai até aonde? Será até o momento do encontro? Será o tornar mais gostoso o que é proibido ou inalcançável, o grande gatilho dessa arma? Essa arma dispara a esmo e sem controle, ou totalmente sob controle do que pode se chamar de destino, mas que eu prefiro chamar de coincidência. O ato de coincidir, de forma simultânea e de forma aleatória, porém totalmente dentro das regras do universo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que me conduz.

O que me conduz não é água, o que me conduz não é fogo. Me conduz o seu sorriso e a gargalhada boa. Me conduz a sua luz quando perdido na escuridão. Abro os braços sem temer e me envolvo em serena paz. Não me importa a insegurança, o medo é pouco perto do abismo, onde a água cai e de longe, numa caichoeira bela a paisagem se encerra. Me conduz o meu espírito entre o bom e o mau caminho. Dentre inúmeros acasos, perdido e sozinho me encontro em teu ninho.

Encarnado

Uma alma entre ossos a vagar, correr e gritar não são opções contra seus grilhões. Os rios, os ventos, libertos pela força da natureza lhe invejam a decadência da carne, sua pobreza. E nos instantes mais íntimos de sofreguidão tamanha estende-se misteriosa mão coberta de luz e lhe apanha.

Vou e deixo fluir.

   Devanear é uma dádiva, divina poesia da imaginação. Criação maior de todos nós, no íntimo mais fundo, abismo da alma indescritível, indecifrável e irreconhecível, muitas vezes por nós mesmos. Nem saberíamos que fazem parte de nós se não estivessem em nossas mentes tonteadas de sentimentos e sensações, coerentes, confusas, sublimes ou terríficas.     Não preciso dizer quem, o que, quando, ou onde. A vontade de gritar pro mundo é mundana. Eu quero gritar, mas que se grite com o pensamento. Aquele que mesmo assim me ouvir será muito mais digno de saber o que se passa nesse tornado interno, de coração grande, corpo frágil, alma rebelde e mente confusa. A vontade de gritar é mundana. Então que se mude de vontade, ou que se entenda melhor a mesma.     Quem disse que quero coisas desse mundo? Desse mundo eu já comi, bebi, cherei, senti, senti muito, de diversas formas, boas, ruins, profundas e rasas. Vou pensar alto, no último volume, pra ecoar no universo, a...