Noites cansadas,
dias vazios.
Coberto até o pescoço
e o corpo frio.
Longe do que aquece,do que acalma.
Um pedaço de carne no cio.
Longe da roda que impulsiona pra frente
e move em glorioso atrito.
Na fronteira da solidão,
encarando-a de frente
e invadindo seu território.
A vizinhança já não é quente.
Mudar-se é uma opção, porém
chata, cansativa e trabalhosa.
Por reconquistar tudo
o que tinha até então.
Mas o que havia naquele terreno
de vizinhança tão amarga
senão a mais indeclarada
solidão?
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