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Só sei que nada sei da vida.

   Eu não sei o que eu tenho feito para atrair tanta efemeridade. Prazer fugaz, amor de algumas horas, abraços ao vento. Eu quero alguém que tenha uma filosofia de vida parecida, alguém que acredite no que eu acredito para que eu possa me sentir compreendido, para que acreditemos juntos e mais forte.
   Quero ser mais forte para dar mais força, empurrar e ser empurrado para frente. Eu não sei tudo que eu quero, gostaria de ser surpreendido até mudar de querer, mudar de gosto, amadurecer as ideias e crescer.

Comentários

Unknown disse…
Pô irmão, às vezes, nem em 100 vc encontra. Imagina em 20. Infelizmente, acho que a característica efêmera faz parte da nossa geração. Não gozamos muito a fundo em nada, as coisas são fechadas ao superficial. Complicado. Bom, só resta esperar.
Unknown disse…
Este comentário foi removido pelo autor.

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O que me conduz.

O que me conduz não é água, o que me conduz não é fogo. Me conduz o seu sorriso e a gargalhada boa. Me conduz a sua luz quando perdido na escuridão. Abro os braços sem temer e me envolvo em serena paz. Não me importa a insegurança, o medo é pouco perto do abismo, onde a água cai e de longe, numa caichoeira bela a paisagem se encerra. Me conduz o meu espírito entre o bom e o mau caminho. Dentre inúmeros acasos, perdido e sozinho me encontro em teu ninho.

Encarnado

Uma alma entre ossos a vagar, correr e gritar não são opções contra seus grilhões. Os rios, os ventos, libertos pela força da natureza lhe invejam a decadência da carne, sua pobreza. E nos instantes mais íntimos de sofreguidão tamanha estende-se misteriosa mão coberta de luz e lhe apanha.

Vou e deixo fluir.

   Devanear é uma dádiva, divina poesia da imaginação. Criação maior de todos nós, no íntimo mais fundo, abismo da alma indescritível, indecifrável e irreconhecível, muitas vezes por nós mesmos. Nem saberíamos que fazem parte de nós se não estivessem em nossas mentes tonteadas de sentimentos e sensações, coerentes, confusas, sublimes ou terríficas.     Não preciso dizer quem, o que, quando, ou onde. A vontade de gritar pro mundo é mundana. Eu quero gritar, mas que se grite com o pensamento. Aquele que mesmo assim me ouvir será muito mais digno de saber o que se passa nesse tornado interno, de coração grande, corpo frágil, alma rebelde e mente confusa. A vontade de gritar é mundana. Então que se mude de vontade, ou que se entenda melhor a mesma.     Quem disse que quero coisas desse mundo? Desse mundo eu já comi, bebi, cherei, senti, senti muito, de diversas formas, boas, ruins, profundas e rasas. Vou pensar alto, no último volume, pra ecoar no universo, a...